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Bancada evangélica age para barrar mudanças polêmicas no Código Penal

A bancada evangélica traçou como estratégia de atuação para este ano impedir a reforma do Código Penal. O temor é que, no rol das mudanças, atualmente analisadas por uma comissão especial no Senado, o Congresso flexibilize a legislação sobre temas que são caros aos religiosos, como aborto, eutanásia e a questão da homofobia, por exemplo.“Não vamos admitir nada que atente contra a família, a vida ou a liberdade de expressão ou religiosa”, disse o deputado Marcos Rogério (PDT-RO), um assíduo membro da frente parlamentar. O esboço da reforma do Código Penal já havia sido feito uma seleção de juristas que durante sete meses se debruçaram sobre cada ponto. O anteprojeto foi entregue ao então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em julho do ano passado. A partir disso começou a tramitar como projeto de lei do Senado (PLS 236/2012). O relator, senador Pedro Taques (PDT-MT), que não faz parte da bancada religiosa, tem dado prosseguimento às discussões antes de fechar seu text...

PAPA: Uma visitinha de 118 Milhões.

O papa Francisco virá ao Rio e Aparecida (SP) no próximo mês de junho, e isso custará R$ 118 milhões em gastos públicos, incluindo verba federal, estadual e municipal. A contabilidade foi feita pelo jornal "O Globo" e publicada em sua edição deste sábado (11). Só o governo federal desembolsará R$ 62 milhões, sendo que R$ 30 milhões serão só para as ações de segurança ao redor do sumo pontífice. O efetivo será de 10.700 homens, com a maioria dele sendo das Forças Armadas. A Igreja vai colaborar com a contratação de 2.000 seguranças particulares. A Prefeitura do Rio e o governo estadual gastarão R$ 28 milhões cada um de seus orçamentos para a vinda papal. As autoridades justificam o gasto por conta da mobilização popular para o evento --a visita do papa faz parte da 26ª Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 23 a 28 de julho no Rio. A expectativa é que dois milhões de peregrinos se desloquem para a cidade. Entre os gastos estão também as 4 milhões de hós...

Estado Laico

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Estado laico – Anthony Garotinho, um dos expoentes da bancada, afirma que a laicidade - separação do poder político e administrativo da religião - do estado é uma bandeira dos protestantes. "O que não pode é misturar a sua fé com a laicidade do estado", diz. O ex-governador do Rio de Janeiro é um curioso caso de político que mudou de eleitores ao longo da carreira: até 1994, quando se converteu e passou a integrar a Igreja Presbiteriana, ele se definia como marxista. Embora possa parecer contraditória, a defesa da laicidade é uma bandeira antiga dos deputados evangélicos. Antes de temas como a união de pessoas do mesmo sexo ganharem espaço no Congresso, um dos principais alvos dos protestantes eram a Igreja Católica, que eles viam como privilegiada pelo poder público. A presença dos evangélicos no Congresso é apenas o resultado de uma realidade demográfica: o rápido crescimento das religiões evangélicas, especialmente as pentecostais, deve resultar em uma cons...

Frente Parlamentar Católica?

Ao contrário dos evangélicos, os parlamentares católicos não compõem uma frente parlamentar. Mas a bancada se organiza informalmente. Entre os deputados que pertencem à Igreja, os mais ativos são os ligados ao movimento da Renovação Carismática – um equivalente ao movimento pentecostal nas igrejas protestantes. Apesar de não se organizarem em um grupo oficial, os católicos são os criadores da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e contra o Aborto, presidida pelo deputado Salvador Zimbaldi (PDT-SP). O grupo, engrossado por evangélicos, conta com 220 deputados e doze senadores.

O PT e Dilma assumem posição de perseguidores da igreja evangélica e abrem mão dos votos para 2014

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O pastor Silas Malafaia, que se tornou também alvo da militância que pretende tirar o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, escreve na Folha de hoje um artigo   sobre o tema. Encerra o texto com uma conclusão: “PT e Dilma Rousseff estão sinalizando que abrem mão da comunidade evangélica nas próximas eleições.” Seguem trechos do texto. Por que tanta pressão para que Marco Feliciano não continue na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados? Discordar é um direito, porém não podemos ser contra alguém em tudo só porque não gostamos dessa pessoa. Eu mesmo tenho divergências com Feliciano, mas não permito que as diferenças se sobreponham ao meu senso de justiça e caráter. E, por trás dessa perseguição que mobilizou a opinião pública e a imprensa, sei que existe um sórdido jogo político para esconder questões sérias. (…) Toda essa mobilização [contra Feliciano] tinha um motivo ma...

Pressão de manifestantes leva comissão a suspender debate

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A Comissão de Direitos Humanos e Minorias suspendeu a audiência pública marcada para esta quarta-feira (20) devido à manifestação de movimentos contrários à presença do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da comissão. Os deputados Nilmário Miranda (PT-MG) e Érika Kokay (PT-DF) deixaram a reunião em protesto contra a atitude da presidência em manter a normalidade dos trabalhos enquanto a comissão atravessa uma grave crise. O deputado Henrique Afonso (PV-AC) que havia solicitado o debate e presidia a sessão lamentou a atitude dos manifestantes que por “intolerância não estão dando uma chance para que o Pastor Marco Feliciano mostre seu empenho na defesa dos direitos humanos”. Henrique Afonso lamentou que a discussão do tema do tratamento de pessoas com deficiência mental tenha sido prejudicada por falta de condições de trabalho. Reportagem - Karla Alessandra Edição - Rachel Librelon A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ' Agênc...

Quem é quem?

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O deputado federal Marco Feliciano, de fato, não representa os evangélicos como um todo, haja vista ter deixado a desejar quanto à ortodoxia, além de ter feito declarações um tanto infelizes. Ele tem sido criticado por muitos pastores e apologistas. Eu mesmo — reconheço — já critiquei sua conduta como pregador, de modo indireto, por meio de livros e artigos. Por outro lado, quem disse que o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil) nos representa? A grande mídia tem divulgando que os evangélicos rejeitam o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, com base numa manifestação de repúdio a Feliciano emitida pelo tal CONIC. Para quem não sabe, esse conselho — que é ecumênico e nada tem a ver com o evangelicalismo ortodoxo — fala em nome, apenas, de alguns representantes da Igreja Católica Apostólica Romana, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia e da Igreja ...