quarta-feira, 31 de outubro de 2012

HERANÇA PROTESTANTE


No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixou nas portas da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses contra a venda de indulgências. A data marca o início da Reforma Protestante e de um novo momento na história da humanidade.
“Nenhum aspecto da vida humana ficou intacto, pois abrangeu transformações políticas, econômicas, religiosas, morais, filosóficas, literárias e nas instituições. Foi, de fato, uma revolta e uma reconstrução do norte”, afirma o escritor Eby Frederick.

Na educação, os impactos foram determinantes. Na Idade Média, a igreja era a única responsável pela organização e manutenção da educação escolar. A partir do século 16, surgiram as nações-estados, que se opuseram ao poderio universal do papa e formou-se a classe média.

O historiador e professor da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Rev. José Carlos de Souza, explica que o comércio, a atividade pública e as próprias igrejas, entre muitos outros setores, possuíam demandas que requeriam cuidadoso preparo. Toda mudança social traz novos desafios.

“Certamente, por essa razão, Lutero sentiu-se impelido para falar e se pronunciou de modo enfático sobre a necessidade das autoridades civis investirem na educação”, avalia o professor.

Neste contexto, os movimentos da Renascença e da Reforma são precursores de profundas mudanças na concepção de ensino. “A educação começa a visar de modo claro e definido à formação integral do homem, o seu desenvolvimento intelectual, moral e físico”, conta o professor Ruy Afonso da Costa Nunes.

Cidadania - Martinho Lutero também estimula a criação de escolas para toda a população. Houve forte ênfase ao ensino para suprir as demandas da recém chegada sociedade moderna, com dimensões geográficas, políticas, econômicas, intelectuais e religiosas em transformação.

A contribuição da Reforma no contexto educacional é tamanha que, de acordo com o educador espanhol Lorenzo Luzuriaga, a educação pública teve origem nesta época. O movimento já estimulava a educação pública, universal e gratuita, para quem não poderia custeá-la.

“A educação pública, isto é, a educação criada, organizada e mantida pelas autoridades oficiais – municípios, províncias, estados – começa com o movimento da Reforma religiosa”, afirma Luzuriaga.

Em Aos conselhos de todas as cidades da Alemanha, para que criem e mantenham escolas cristãs, publicado em 1524, Martinho Lutero desafia a sociedade a promover uma educação integral. “Lutero queria todos os cidadãos bem preparados, para todas as tarefas na sociedade. Propôs uma escola cristã que visasse não uma abstração intelectual, mas a uma educação voltada para o dia-a-dia da vida”, explica o professor Alvori Ahlert.

O pastor luterano Walter Altmann comenta a referência de Lutero para o desenvolvimento da educação. “Rompeu com o ensino repressivo, introduzindo o lúdico na aprendizagem. Amarrou o estudo das disciplinas a um aprendizado prático. Também lutou por boas bibliotecas, dentro de sua ótica cristocêntrica”, revela Altmann no livro Lutero e a Libertação.

“Pela graça de Deus, está tudo preparado para que as crianças possam estudar línguas, outras disciplinas e história, com prazer e brincando. As escolas já não são mais o inferno e o purgatório de nosso tempo, quando éramos torturados com declinações e conjugações. Não aprendemos simplesmente nada por causa de tantas palmadas, medo, pavor e sofrimento”, escreveu Martinho Lutero.
A aprendizagem construiria cidadãos capacitados, honestos e responsáveis. Era exatamente esta a necessidade do novo modelo de sociedade que surgia na época. De acordo com o pesquisador Evaldo Luis Pauly a rápida divulgação de ideias e concepções por meio da imprensa descoberta por Gutemberg, também contribuiu para que as iniciativas de estímulo educacional crescessem.

Universidades - As mudanças e ênfases da Reforma estimularam o surgimento das instituições de ensino. “A história das universidades nos estados alemães durante os séculos 16 e 17 foi determinada pelo progresso da religião e é quase idêntica a do desenvolvimento da teologia protestante”, declara Paul Monroe no livro História da Educação.
Nestor Beck diz que a universidade de Wittenberg atraiu um número crescente de novos alunos, pela fama que passou a ter, entre os anos de 1517 a 1520. A Reforma Protestante deixou a concepção de que a ignorância é o grande mal para a verdadeira religião, por isso, superá-la é uma responsabilidade de todos. “O melhor e mais rico progresso para uma cidade é quando possui muitos homens bem instruídos, muitos cidadãos ajuizados”, dizia Martinho Lutero.

Expansão - O pensamento e o movimento protestante logo expandiram. A América do Norte, por exemplo, contou com a colonização de vários grupos protestantes, na chamada segunda reforma. O antropólogo e escritor Darcy Ribeiro afirma, no livro Universidade Necessária, que nos Estados Unidos o ensino superior “cresceu mais livre, democrático e fecundo”.

As igrejas cristãs prevalecem no cenário educacional norte-americano no século 17 e início do 18. O professor Almiro Schulz explica que após a independência dos Estados Unidos em 1776 e a separação entre igreja e estado, houve uma ênfase ao ensino superior público, secularizado e sob controle do estado.

“A igreja reagiu por meio da educação. As confissões, principalmente presbiteriana, batista, congregacional, metodista se lançaram no ensino superior”, conta o professor Almiro Schulz.

De acordo com o pastor e professor metodista José do Nascimento a participação metodista na educação se deu, de maneira consciente, a partir de 1820, devido a alteração da legislação da Conferência Geral, que permitiu aos bispos nomear clérigos metodistas para a direção de instituições de ensino. No início, a ênfase do ensino metodista era rural, mas se voltou mais tarde para o ensino superior.

sábado, 27 de outubro de 2012

QUEM CONHECE O FOGO NÃO PODE SUPORTAR A FUMAÇA!

Os verdadeiros pentecostais já vivenciaram a alegria santa e sabem muito bem quando é inspirada pelo Espírito Santo. Os carismáticos são totalmente abertos a qualquer “invencionice” ou modismo vindo de qualquer espetáculo humano de entretenimento. Sem se importar com a profanação do local de culto. Aderem a toda a carnalidade deixando a sã doutrina e a verdadeira atuação do poder de Deus pelo poder ilusório do “circo” implantado nos grandes salões. Quem é nascido do Espírito e mergulhado no fogo, sabe perfeitamente quando o Espírito Santo está sendo imitado. Os carismáticos jamais experimentaram um avivamento verdadeiro. Quem conhece o fogo, não pode suportar a fumaça!
Adaptação do trecho do livro: Pentecostais ou Carismáticos? Bill Burkett (CPAD)

Igo Gutemberg

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cultura e Religião e Evangelho

Cultura e religião são como irmãs siamesas, estão sempre intimamente ligadas, pois o cerne de cada cultura é alguma forma de religião. Como a religião é um conjunto de crenças e valores, a cultura funciona de algum modo como vetor de expressão e visibilidade da religião na sociedade. 

Uma vez que o ser humano foi criado por Deus, as culturas ainda guardam, em parte, beleza e bondade, pois a graça de Deus ainda opera no mundo. Porém, todas as culturas – crenças, usos e costumes – foram maculadas pela Queda e estão influenciadas pelo pecado. Além disso, grande parte das culturas sofrem da influência das animalidades do caráter humano e da malignidade de variadas inspirações demoníacas. 

No cerne de toda cultura há também um forte elemento de egocentrismo, da auto-adoração do homem, a despeito de sua busca incessante pelo sagrado, pois nenhuma cultura é perfeita em verdade, bondade e beleza. Assim, pois, a influência da cultura na religião gera alguns riscos espirituais, principalmente o de se confundir tradição com revelação de Deus. Na verdade, muitas das práticas religiosas oriundas de tradições conhecidas não condizem de modo algum com o evangelho de Cristo.

Jesus várias vezes enfrentou a ira dos religiosos de seu tempo quanto a essa questão. Numa ocasião, os líderes pressionavam os discípulos para que cumprissem a tradição dos anciãos a qualquer custo. Jesus, porém, os responsabilizou de negligenciarem e transgredirem o mandamento de Deus, quando então invalidavam as Escrituras por causa da sua tradição (Mt 15.3).

Esse exemplo é uma clara ilustração de que nem sempre a tradição, por mais rica que seja, culturalmente falando, ou de quanta beleza estética esteja adornada, ou mesmo de quão espiritual possa parecer, sim, nem sempre ela estará de acordo com o evangelho de Jesus Cristo.

A igreja, por ser uma comunidade histórica, tem uma rica herança cultural e teológica, à qual não deve jamais negligenciar, sob pena de correr o risco de tornar-se espiritualmente empobrecida. No entanto, exatamente por ser igreja, ou corpo de Cristo, não deve receber essa mesma tradição de um modo acrítico, mas, sobretudo, submetê-la a um rigoroso teste à luz das mesmas Sagradas Escrituras que prega, sob cuja autoridade deve viver.

Em outras palavras, se a tradição, mesmo travestida de ricos adornos culturais, não estiver de acordo com o que diz a Palavra de Deus, deve ser questionada. Por exemplo, se a tradição coloca outra pessoa no lugar devido unicamente a Cristo, isso evidencia que ela está a ferir o princípio fundamental do evangelho, que é o Senhorio absoluto de Jesus Cristo sobre todas as coisas. Jesus disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 20.18). Isto torna explícito que o senhorio de Cristo e a sua autoridade sobre a sua igreja, em geral, e sobre a nossa vida, em particular, deve ser total, inequívoca e intransferível.

Quando um indivíduo se converte a Cristo, começa a fazer parte de seu corpo, que é a igreja. 
O significado essencial da conversão é uma completa mudança de lealdade, pois deixamos de lado os ídolos aos quais reverenciávamos e passamos a servir única e exclusivamente ao Senhor Jesus. Desse modo, a igreja não deve submissão a nenhum outro ser, como também não deve adorar a nenhum ídolo, sob nenhum pretexto, mesmo que este venha maquiado de verniz religioso ou teológico. E por quê? Porque só Jesus é digno “de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”, conforme é plenamente reconhecido no Céu (Ap 5.12).

É bom sempre lembrar que não foi a tradição que nos deu a salvação, foi Jesus. A vida eterna foi dada por Jesus, não por anjos, ou santos, ou ídolos. Quando a tradição diz o contrário, que algum outro ser deve ser colocado no lugar de Deus; quando coloca outro mediador entre nós e Deus, então, essa mesma tradição elimina o conceito de Deus e subtrai a honra devida a Jesus, pois escrito está: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tm 2.5). 

Devemos, pois, estar atentos ao fato de que muitas vezes os valores culturais buscam substituir a fé pura e simples na Palavra de Deus. Essa sutileza que substitui valores espirituais por conceitos culturais é importante na proporção dos danos que causa. Se interfere no destino eterno de uma pessoa, distanciando-a de Deus aqui e para toda a eternidade, então deve ser levada em conta, reavaliada e descartada. Torna-se, portanto, necessário um novo processo de conversão, ou seja, uma mudança radical de rumo e de perspectiva.

A religião (religare) só é boa se nos religa a Deus. A cultura só é boa se não nos afasta de Deus. Acima destas está o evangelho, que “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”.

Pr. Samuel Câmara - Assembleia de Deus - Igreja Mãe

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Posso ser comunista e evangélico?



No último domingo (21), o deputado federal Silas Câmara (PSD), irmão do pastor Samuel Câmara, durante um discurso de encerramento de encontro com lideranças evangélicas de Manaus, saiu em defesa da candidata a prefeitura ,Vanessa Grazziotin (PCdoB), afirmando que ela é evangélica da Assembleia de Deus. “Eu voto na Vanessa porque ela é uma mulher ‘assembleiana’ na Prefeitura“, diz o deputado.

Segundo o jornal a Critica, um pastor que estava na plateia ao lado da coluna do jornal comentou dizendo: “Desde quando ela aceitou Jesus?”.

Vanessa Grazziotin, que faz parte do partido comunista, tem recebido apoio da Assembleia de Deus e as bênçãos do apostolo Renê Terra Nova, que lidera o Ministério Internacional da Restauração (MIR).

Renê, durante uma reunião em setembro, disse que a igreja “é 100% Vanessa Grazziotin (PCdoB)”.

No entanto, o Pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, divulgou um vídeo no último dia 18 de outubro, no site Verdade Gospel, criticando os pastores que tem apoiado a comunista. “Crente votando em comunista? Essa não!”. Na gravação deixa claro que não apoia nenhuma candidatura comunista, “principalmente quando ele (o candidato) é um cabeça de chapa”.

Mesmo reconhecendo que a escolha do candidato na hora do voto é um direito do cidadão, Malafaia deixa claro que é contra de “evangélico votando em gente do partido comunista”, pois o Comunismo foi idealizado por Karl Marx, que prega o “ateísmo” e quer que a “religião seja extirpada”.

“Eu fico admirado de ver alguém votar em uma pessoa que é do Partido Comunista [...]. China, Coréia, Cuba e, há pouco tempo atrás, a União Soviética. Meu amigo, esses caras não toleram religião”, afirma, ressaltando que os candidatos da legenda são “gente cuja ideologia é diametralmente oposta aos nossos princípios. Pelo amor de Deus, os caras pregam que Deus não existe. Onde eles dominam, não existe liberdade religiosa”, opinou Malafaia.

Malafaia afirma que o comunismo tem uma ideologia assassina, que teve participação da morte de milhares de pessoas em conflitos no Vietnã, União Soviética e China e assegura que em uma oportunidade de votar em candidatos de partidos comunistas, o seguinte: “Não voto, não. Não voto. Um cara, candidato a prefeito, de partido comunista, não leva meu voto nem daqui mil anos”.

Para ele, em busca da vitória nas eleições, filiados aos partidos comunistas “assinam qualquer documento, se dizem a nosso favor. Mas vai ver o que eles defendem”.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Serra também é adepto do KIT gay.




O candidato a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) distribuiu para as escolas paulistas, em 2009, quando era governador, um material semelhante ao que o MEC (Ministério da Educação), na gestão de Fernando Haddad (PT), começava a elaborar para combater a homofobia nas escolas, segundo a Folha de S. Paulo.

O Guia do Governo de SP é assinado por Serra, pelo então vice-governador Alberto Goldman e pelo então secretário estadual de Educação, Paulo Renato Souza. Até um dos vídeos recomendados pelo kit tucano, "Boneca na Mochila", é igual ao que o Ministério estudava divulgar.

Destinado aos professores, o guia aconselha que eles mostrem aos alunos desenhos ou figuras de "duas garotas de mãos dadas, dois garotos de mãos dadas, uma garota e um garoto se beijando no rosto, dois homens se abraçando depois que um deles faz um gol e duas garotas se beijando". Logo depois, os professores deveriam perguntar aos alunos sobre as "sensações" que as imagens despertavam. E discutir com eles diversidade e homofobia.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Primeira plenária da câmara pós-pleito

Estive hoje acompanhando os trabalhos da câmara de vereadores que aconteceram no prédio da ACACCIL.
Foi a primeira atividade realizada após as eleições 2012, mas o clima ainda era de palanque por parte de alguns. Lamento a ausência de alguns dos "fiscais do povo" que devem estar de ressaca. O engraçado é que todo mundo voltou ao normal, menos eles né? Vale destacar o discurso centrado do Dr. Demostenes Veras, o discurso técnico de Leonardo Chaves, o discurso emocionado de Bruno Lambreta, o humilde de Ranilson, o discurso inflamado teatral do militante Zé Aílton, o discurso de oposição de Diogo Cantarelli e até agora não sei o que Edmilson do Salgado tentou falar, ou apenas quis gastar os 10 minutos aos quais tem direito. A imprensa estava lá, blogueiros estavam lá, ajudantes estavam lá, funcionários estavam lá, mas de povo mesmo, acho que só eu e um bêbado que chegou depois.
Resgatar a imagem da casa e reaproximá-la do povo a quem ela pertence! #FicaADica