domingo, 13 de dezembro de 2015

Injustiça Um insulto às bananas. Por alguma razão, “banana” se transformou em sinônimo de burrice, de ingenuidade irreversível

O debate político no Brasil entrou no fértil terreno dos hortifrutigranjeiros. Na discussão sobre a formação da comissão que decidirá sobre o impedimento ou não da Dilma, deputados se xingaram de “banana”. E o ar da nossa augusta Assembleia Nacional, onde outrora ecoaram as vozes de grandes oradores em embates históricos, foi entrecortado por epítetos ferozes.

— Banana!

— Banana é vossa excelência!

— É vossa excelência!

Um insulto às bananas. Por alguma razão, “banana” se transformou em sinônimo de burrice, de ingenuidade irreversível. Poderia muito bem ser substituída por outro termo, como “babaca” ou “boca aberta”. Ou por outra fruta ou legume, notoriamente sem conteúdo.

— Chuchu!

— Quiabo!

— Quiabo não!

A banana teve um papel importante na evolução humana, e não apenas pela sua quantidade de potássio. Dizem que descascar uma banana e descobrir seu insuspeitado interior palatável foi uma das primeiras conquistas do homem primitivo. Descascar uma banana e comê-la pode muito bem ter sido um começo, tão importante quanto a invenção da roda, do processo de civilização. Não seria exagero dizer — baseado no que se tem visto no país, nos últimos dias — que a banana tem mais valor histórico e utilidade do que boa parte dos políticos brasileiros.

O debate político no Brasil atual também incorporou um gesto muito comum em filmes americanos de uma certa época: atirar bebida na cara do adversário. O que há tempo não se via no cinema aconteceu há dias em Brasília, se é que não se trata de mais uma notícia sub-reptícia espalhada pelo japonês bonzinho.

A Kátia Abreu atirou vinho na cara do José Serra. Não tenho detalhes do ocorrido (marca do vinho, safra etc). Mas não me surpreendi. Ouvi dizer que na linha de sucessão ao Planalto, se a Dilma e o Temer caírem juntos, o Cunha for preso e alguma coisa acontecer com o Renan, há até o perigo de assumir a Presidência o Tiririca! Nada mais me surpreende.


Luis Fernando Veríssimo
escritor

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

"A crise é mais forte, mas não significa que o mundo vai acabar", diz João Carlos

Empresário participou nesta terça-feira (01) de debate com Geraldo Freire,
na Rádio Jornal

Como faz tradicionalmente há 25 anos, o presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, participou de debate com Geraldo Freire, na Rádio Jornal. A conversa nesta terça-feira (1º) contou com participação do editor de Economia do JC, Saulo Moreira, e da diretora de Jornalismo da Globo Nordeste, Jô Mazzarolo. Bem-humorado, o empresário falou sobre crise econômica e política, carga tributária, legado da Copa 2014, infraestrutura e mobilidade.


“O resultado da Copa me surpreendeu para pior. Sou um otimista bem formado. Antes de decidirem construir a Arena Pernambuco eu já dizia que ela não era necessária. Não sou tricolor, mas defendia que um ajuste no Arruda já resolveria o problema para a Copa. O resultado foi que o pernambucano não se beneficiou”, diz.

Com vivência de várias crises, João Carlos se diz preocupado com a dimensão que a recessão está tomando. “Desde os anos 60, quando ainda era muito novo, enfrentei várias crises. Vi a inflação mensal chegar a 84%, mas acredito que essa é a pior situação do último século. Além da inflação, temos outros componentes como desemprego, corrupção e desespero na política. Há uma crise de competência forte”, afirma.

João Carlos observa, ainda, que o ambiente é de desestímulo ao empresariado, em função da desaceleração econômica e da alta carga tributária. Se o empresário não investe não há geração de emprego e renda”, assevera. Ele afirma que o empresariado está apático e se posicionando pouco. “O brasileiro precisa se indignar. Antes os empresários contestavam o governo, mas agora é difícil ver lideranças se colocando e tendo consciência do seu papel”, destaca.

Durante o debate, João Carlos respondeu a perguntas dos ouvintes e terminou a conversa mantendo seu sentimento de otimismo. “A crise está mais forte, mas não significa que o mundo vai acabar. É preciso trabalhar, investir e não ser perdulário com os gastos”, dá seu recado.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Violência em Pernambuco será tema de debate na Assembleia


A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), por sugestão da Bancada de Oposição, realiza, nesta segunda-feira (30), reunião pública para discutir o crescimento da Violência em Pernambuco e o Pacto pela Vida. Segundo o líder da Oposição, Silvio Costa Filho (PTB), o que motivou o encontro foi a escalada do número de homicídios no Estado, que vem sendo acompanhado dia a dia pela Bancada.

Segundo os dados da Secretaria de Defesa Social, o número de assassinatos registrado no Estado até o último dia 23 de novembro já ultrapassa o total de ocorrências de todo o ano de 2014. Segundo a base dados da SDS, foram notificados 3.444 casos até o início da semana passada, 11 a mais que as 3.433 mortes registradas durante todo o ano passado.

Foram convidados para a Reunião Pública o Secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho; o procurador-geral do Estado, Antônio César Caúla; o secretário executivo de Ressocialização, Éden Vespasiano, e o procurador-geral de Justiça, Carlos Augusto Guerra; além de representantes dos policiais civis, militares e dos delegados e demais categorias ligadas à segurança pública.

O encontro visa discutir com a sociedade civil e os responsáveis pela área de segurança do Governo do Estado as bases para repactuar e resgatar o programa de combate à violência no Estado, que obteve êxito nos primeiros seis anos de sua criação, mas perdeu sua essência nos últimos dois anos de atividade.




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sábado, 14 de novembro de 2015

Deputado "profetiza"contra Eduardo Cunha

“Vigiem, por que o nosso Deus não está brincando”, alerta deputado cristão aos parlamentares da ‘bancada evangélica’


O assustador silêncio dos parlamentares da bancada, em relação às denúncias que envolvem Eduardo Cunha, está deixando muita gente incomodada


Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, conhecido como “Cabo Daciolo”, é um bombeiro militar. Foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições estaduais de 2014, pelo PSOL.

Em maio, o parlamentar foi expulso do partido por ter apresentado o projeto de lei que alterava o texto da Constituição Federal onde se dizia que todo poder emana do povo, para “todo poder emana de Deus”. Atualmente ele não está filiado a nenhum partido, mas continua exercendo o mandato.

Ao subir na plenária do Congresso nacional ontem (21), levou consigo a Bíblia. Em um discurso inflamado, profetizou contra Eduardo Cunha e membros da bancada evangélica.

Na tarde de ontem, parlamentares defenderam a saída de Cunha da presidência da Casa em uma manifestação no Salão Verde da Câmara. Após o presidente deixar seu gabinete para falar com os jornalistas, diversos manifestantes usavam máscaras escritas “Fora, Cunha” e seguraram faixas pedindo a cassação do parlamentar.

Daciolo não esteve na manifestação, mas usou seu espaço na tribuna para fazer um pronunciamento onde exortou Cunha e os demais membros da bancada. Assumindo uma postura que lembrava os profetas do Antigo Testamento, referiu-se a Deus várias vezes. No final ainda fez uma oração intercessória pelo Congresso e pela nação.

Identificando-se como um crente “leitor de Bíblia e subidor de monte”, o deputado carioca contou que se converteu em 2004. Disse também que “sinais iriam começar a acontecer” no Congresso. Lembrou que a corrupção está presente em várias esferas do país.

Afirmou que Cunha “não está sozinho nesse mar de lama”. Questionou como Cunha pode se dizer evangélico e estar envolvido em práticas de corrupção. Alertou os membros da bancada, sem citar nomes: “Vigiem, por que o nosso Deus não está brincando”.

Citando os falsos profetas mencionados na Bíblia, deu uma palavra “profética” a Eduardo Cunha. Leu Jeremias 2:17 e 19: “Não foi você mesma a responsável pelo que lhe aconteceu, ao abandonar o Senhor, o seu Deus?… O seu crime a castigará e a sua rebelião a repreenderá. Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o Senhor, o seu Deus, e não ter temor de mim, diz o Soberano, o Senhor dos Exércitos”.

O cabo fez um sério alerta aos demais membros da bancada, chamando-os ao arrependimento. Orando em línguas, desafiou que provassem que o que ele estava falando não vinha de Deus.

Finalizou pedindo em oração que “Deus jogasse por terra tudo que não vem dele”. Citou ainda o versículo 12 do Salmo 33: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. Ao encerrar, usou a frase que lhe custou a expulsão do PSOL: “Todo poder emana de Deus”.

A atitude do deputado se não é inédita tem uma força que há muito não era vista no meio político brasileiro. Sem se preocupar em ser chamado de fundamentalista, mostrou que se orgulha de ser evangélico e se preocupa com o testemunho cristão. O tempo mostrará a força dessa profecia, para o bem da nação. (Gospel Prime, com adaptação no título por Paulo Teixeira)

Deputado Ezequiel Teixeira repreende Eduardo Cunha e faz exortação

O deputado federal Ezequiel Teixeira (SD/RJ) escreveu uma mensagem em sua FanPage na qual repreende o deputado federal Eduardo Cunha e exorta aos líderes religiosos que deram apoio a Cunha a virem a público pedir perdão a Deus, ao povo religioso e ao Brasil.

Recentemente, também, o deputado federal cristão Daciolo (RJ) subiu ao Plenário da Câmara e proferiu duras palavras ao deputado Eduardo Cunha e ao Palácio do Planalto.

Os demais parlamentares da ‘bancada’ (cerca de 70) continuam cegos e mudos perante o clima vergonhoso de corrupção que tomou conta da política nacional.

Para assuntos com ‘casamento’ gay, ideologia de gênero, aborto, maconha e assuntos similares muitos parlamentares são verdadeiros leões (e estão certos em agir assim), mas para combater a corrupção agem como gatinhos. 



Abaixo o texto do deputado Ezequiel Teixeira:

“Eduardo Cunha, você não representa o povo evangélico!

Durante muitos dias, permaneci calado sobre a situação do deputado Eduardo Cunha. Mas, chegou a hora de esclarecer ao povo.

O tratamento é assim, sem pronomes, porque você, Eduardo Cunha, não possui legitimidade para ocupar o posto de presidente da Câmara dos Deputados.

Esse senhor chegou à presidência da Câmara – sabe-se a que custo – com o apoio de diversos líderes do segmento evangélico.

Ainda durante a campanha eleitoral, pastores entregaram os púlpitos das igrejas do Senhor para Eduardo Cunha, que arrebatou milhares de votos.

Não é de hoje que Eduardo Cunha é acusado de diversos malfeitos. Agora, a Operação Lava-Jato da Polícia Federal revelou a existência de mais de R$ 20 milhões em contas na Suíça em nome do deputado e de familiares. Os seus argumentos não convencem!

Quero deixar um recado aos pastores e líderes que apoiaram esse senhor: peçam perdão a Deus, à Igreja e ao povo brasileiro”.

http://holofote.net/

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Joaquim Barbosa critica representantes do executivo e legislativo em relação à crise nacional

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal ministrou uma palestra sobre ética e politica no Recife
por CBN Recife em 13/11/2015



Para um teatro lotado, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, fez uma palestra nesta quinta-feira sobre ética e política. O foco era pra ser nos negócios, já que o evento realizado no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, era uma convenção de empresas de diversos setores.

Mas diante do atual cenário presente no país, o ministro aposentado, que ganhou ares de herói nacional após o julgamento do Mensalão, não poderia falar de outra coisa: a crise política e econômica.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

COMISSÃO APROVA PROJETO QUE CRIMINALIZA ANÚNCIO DE MEIOS ABORTIVOS


http://www.fpebrasil.com.br/portal/index.php/component/k2/item/354-comissao-aprova-projeto-que-criminaliza-anuncio-de-meios-abortivos


A Comissão de Constituição e Justiça aprovou hoje (21/10) um importante projeto, que torna crime uma prática que hoje é considerada uma contravenção: o anúncio de meios ou métodos abortivos. O projeto de lei 5069/13 também prevê penas específicas para quem induz, instiga ou auxilia um aborto, com agravamento de pena para profissionais de saúde, que podem ser detidos entre 1 e 3 anos.

O projeto mantém as ações adotadas no caso de estupro, que envolve procedimento ou medicação, não abortivos, com eficiência precoce para prevenir gravidez. O texto ressalta, no entanto, que nenhum profissional de saúde ou instituição poderá ser obrigado a administrar procedimento ou medicamento que considere abortivo. 

Um dos autores, o deputado Marcos Rogério esclareceu que o objetivo do projeto é evitar a propaganda de uma conduta que é criminosa. “Será que eu posso colocar um anuncio na quitanda do meu bairro: vendo maconha, crack, cocaína? Não posso fazer esse anúncio porque trata de objeto do crime. É verdade que a legislação possibilita alguns casos de aborto, mas não exclui o crime. Continua sendo crime, porém não há imputação penal. Então, não há de se fazer esse discurso simplista de impedir o acesso à informação, à divulgação, como se isso fosse algo benéfico”, explicou o deputado.

Marcos Rogério ainda lembrou que a população, em sua maioria, é conservadora, e, portanto, contra o aborto. “Esse é um texto a favor da vida, da família, do Brasil e dos brasileiros. A mulher não quer e não luta pelo direito de matar. Não é a estatura social que determina quem vive em quem morre. Ser concebido em lar pobre não pode ser considerado uma sentença de morte. As crianças no ventre da mãe não podem clamar pela vida. Clamemos nós, que temos a prerrogativa para fazê-lo”, salientou o deputado. 

A votação foi acompanhada por ativistas pró-vida. Empunhando cartazes em defesa da vida e contra o aborto, o grupo comemorou a aprovou do texto. O projeto ainda deverá passar pela análise do plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado. Conforme acordo de lideres firmado na comissão, o plenário deverá discutir três destaques que podem modificar o texto, entre eles o que trata sobre o encaminhamento obrigatório das vítimas de estupro a uma delegacia e ao exame de corpo de delito, antes de seguir para uma unidade de saúde para cuidados médicos.


http://www.fpebrasil.com.br/

1° CONGRESSO DE AGENTES POLÍTICOS EVANGÉLICOS DO BRASIL



Nos dias 22 e 23 de outubro, a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) promoverá o 1° Congresso de Agentes Políticos Evangélicos do Brasil (CAPEB), com o tema “Brasil Pátria da Família”. O evento será realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília-DF.



O evento contará com a participação de cerca de 3 mil políticos evangélicos de todo o Brasil, dentre eles: vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores, vice-governadores, conselheiros tutelares, secretários municipais e estaduais, ministros, ex-deputados, potenciais candidatos eletivos e lideranças evangélicas.

De acordo com o coordenador do evento, deputado federal Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ), o 1°CAPEB tem como objetivo a formatação de um documento com as propostas unificadas de políticas públicas nas diversas áreas e setores da política brasileira. Além disso, o evento visa a realização do Censo dos políticos evangélicos do país, desde vereadores a presidente da república.

‘“É uma grande oportunidade que as pessoas que pretendem se candidatar pela primeira vez terão, de conversar e dirimir suas dúvidas com parlamentares experientes”, destacou Sóstenes.

Segundo o parlamentar, as inscrições foram iniciadas no dia 25 de agosto e vão até o preenchimento de todas as vagas. “Importante lembrar, que o nosso País possui cerca de 5.565 municípios. Se cada um deles enviar no mínimo um parlamentar, não haverá vagas suficientes para tantos, portanto é de extrema importância que os interessados efetuem as inscrições o mais breve possível”, aconselhou.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O Genuíno Cristão é um Pensador Politizado

Nota do Editor Geral: este texto é a primeira parte de um ensaio sobre o chamado do cristão a ser um pensador politizado. Esta parte introduz o tópico e desenvolve o ponto intelectual. A segunda parte desenvolve o tema político.

por Jackson Salustiano

O genuíno cristão por natureza é vocacionado a ser um completo acadêmico politizado. Esta descrição possui duas partes. Por um lado, o cristão é um acadêmico ou pensador no sentido clássico de ‘amigo do conhecimento’, como os filósofos da antiga escola de Platão. Por outro lado, o cristão é também politizado, isto é, possui a capacidade de compreender a importância do pensamento e da ação política; de dar ou de adquirir consciência dos deveres e direitos como cidadão.

A origem dessa dupla vocação de pensador-politizado é o mandato cultural. Veja os verbos bíblicos que figuram neste mandato: frutificai, multiplicai, enchei, sujeitai e dominai. Portanto, todas as áreas da vida humana são de competência do cristão. É isso que lemos no imperativo da revelação especial de Deus (ex. Gênesis 1:28).

Uma forma de entender como o mandato cultural deve ser praticado é através do dueto ensino-aprendizado recomendado por João Amós Comênio (1592-1670). Comênio foi pastor dos morávios, professor, cientista e escritor checo. É considerado o pai da didática do ensino/aprendizagem, produzindo a primeira sistematização dos estudos pedagógicos do Ocidente.

Sua maior colaboração nesta área se relaciona ao seu entendimento do ser humano, como “imagem e semelhança de Deus”. Sendo a mais sublime das criaturas do Criador, o homem, necessita ser formado para que seja a expressão de Deus e verdadeiramente humano, ou seja, alcançando a desejável erudição com piedade. Com isso, Comênio revela que a didática não é um fim em si, mas, o ser humano, criado à imagem de Deus. E, conclui: “o homem, para ser homem verdadeiramente, necessita ser formado” (Didática Magna. São Paulo, Martins Fontes, 1997, p.42).

Argumentos sobre possíveis limitações que possam gerar restrições no falar, ler e estudar, não são desculpas para fugir a esse dever. A própria autoridade dos mandamentos garante o suprimento dos meios para cumprimento desse chamado quanto à formação do ser, pois “se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tg. 1:5).

A vocação intelectual do cristão está no chamado a ser alguém que, filosofando, considera com sabedoria todo conhecimento, revelando amor pela verdade e fazendo “meditação em todo o dia” (Sl. 119:97). Não se precipita no falar, mas é prudente ao emitir o seu juízo. É “pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg. 1:19), sendo capaz de “conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem, as palavras da prudência” (Pv. 1:2).

No seu dever didático, o cristão assume o espírito da docência, atuando como um mestre, professor, pedagogo, enfim, maestro, guardando o conhecimento de toda verdade, zelosamente, em sua alma (Dt.6:6). Com maestria, conduz outras pessoas à virtude, em um processo de constante aprendizado. Veja, por exemplo, sua atuação no lar: “ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (Dt. 6:7).

Cristãos são, assim, chamados à argumentar, convincentemente, sobre as verdades guarnecidas como tesouro em seus corações, estando “sempre preparados para responder com mansidão e temor” a qualquer que pedir a razão da esperança que neles há (1Pe. 3:15). Como Apolo, o cristão-pensador, faz isso com eloquência e firmeza (At. 18:24), “examinando a cada dia” como os Bereanos (At.17:11), por meio de um estudo interpretativo e comparativo entre o que aprende e o que conhece, sendo apto a discernir, inclusive, em sua cátedra, a “falsamente chamada ciência” (1Tim. 6:20).

Em toda sua dedicação à vida do saber, o cristão é dotado de abundância “na fé, e em palavra, e em ciência, e em toda a diligência” (2Co. 8:7) no seu ofício, utilizando-se sempre de uma fonte bibliográfica válida e autêntica, útil e “proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”.
E, assim, deve procurar obter o alto padrão de sua vocação, qual seja, ser “perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2Tim. 3:16).

quarta-feira, 4 de março de 2015

Filhos parecem mais com o pai, aponta estudo genético

A disputa entre mães e pais sobre com quem o filho se parece mais pode chegar ao fim, ao menos geneticamente. Pesquisadores da Universidade de Medicina da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, afirmam que embora herdemos quantidades iguais de mutações genéticas — variações que “fazem quem somos”— de nossos pais, utilizamos mais do DNA paterno. Além da semelhança genética, o estudo indica que essa característica também pode ter influência sobre as doenças desenvolvidas pelos seres humanos.

A pesquisa foi publicada no jornal Nature Genetics e tem implicações no estudo de doenças humanas. Em muitos modelos de pesquisa em ratos para o estudo de expressão genética, os cientistas não levam em consideração a procedência do pai ou da mãe, mas segundo os pesquisadores, analisar essas mutações pode ser eficaz no combate a doenças como diabetes, doenças cardíacas, obesidade, esquizofrenia e câncer.

“Sabemos que os mamíferos expressam mais a varição genética do pai. Imagine que uma determinada mutação seja ruim, se ela for herdada da mãe, pode não se expressar tanto quanto se expressaria caso herdada do pai. Assim, uma mutação ruim teria diferentes consequências em doenças, dependendo de quem foi herdada”,afirmou Pardo-Manuel de Villena, que coordena o grupo que desenvolveu a pesquisa.

Os pesquisadores testaram mutações genéticas em camundongos híbridos para ver quais delas alteravam a expressão do gene e em 80% dos casos houve um desequilíbrio em favor da figura paterna. De acordo com os cientistas, a diversidade do genoma dos ratos utilizados é comparável à do genoma humano, o que pode indicar que as mesmas conclusões sobre as mutações podem se aplicar aos homens.

Fonte: NE10

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Deputados evangélicos do Pernambuco se posicionam contra "Nova Secretaria" que beneficiam o movimento LGBT

Bancada Evangélica - PE - O deputado e pastor Cleiton Collins (PP) foi o primeiro a subir à tribuna para protestar contra as propostas e recebeu o apoio de outros parlamentares da bancada evangélica.



Na última segunda-feira, 23/02, o deputado estadual e pastor Cleiton Collins (PP) se posicionou em seu discurso, no Estado do Pernambuco, contra fatores da nova pasta da Secretaria de Desenvolvimento Social que o governador Paulo Câmara (PSB) já anunciou que pretende criar.

Segundo o parlamentar que representou a bancada evangélica neste debate, a proposta traz em seu texto, projetos que privilegiam o movimento LGBT.

“O Executivo deveria se preocupar com temas como educação, saúde, combate às drogas e ao desemprego”, disse o parlamentar.

Outros deputados evangélicos apoiaram Collins, como no caso de Adalto Santos (PSB), que ressaltou a importância de que os direitos da família sejam preservados.

“É preciso respeitar as diferenças. Todos são iguais perante Deus”, relatou.

A proposta do governo é criar uma Secretaria Executiva para atender as minorias e inclui nesta lista, o movimento LGBT.

Na opinião do deputado Joel da Harpa (PROS), os homossexuais não nascem como minoria - o que é fato nos outros grupos previstos para serem defendidos pelo projeto. O parlamentar também destacou que a homossexualidade está ligada a orientação e não condição sexual: "podem optar por serem heterossexuais".

O deputado e pastor Cleiton Collins (PP) afirmou que a nova pasta da Secretaria de Desenvolvimento Social do Pernambuco traz propostas que privilegiam o movimento LGBT

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Universidades federais têm um terço dos recursos bloqueados pelo MEC



Falta dinheiro para serviços terceirizados e programas para estudantes.
Instituições vão cobrar uma resposta do governo esta semana.

As universidades federais começaram o ano com um corte de 30% no orçamento, e está faltando dinheiro para pagar serviços terceirizados e para programas para os estudantes.

O Bom Dia Brasil tem mostrado que a falta de recursos atinge a educação de várias formas. Agora as instituições vão cobrar uma resposta do governo esta semana. Isso porque a educação foi apontada como prioridade do governo.

A explicação do Ministério da Educação é que o orçamento de 2015 ainda não foi aprovado peloCongresso e, por isso, o governo tem que segurar os gastos.

Esta semana, reitores se preparam para ir a Brasília e cobrar providências do MEC. O principal argumento de reitores é que a educação é um serviço essencial para os brasileiros. Portanto, não deve receber cortes de verbas.

Mais um ano letivo, um novo orçamento - só que desfalcado - e alunos preocupados. “Se começar assim sem verba é complicado”, afirma um estudante.

“Tem prejuízo, claro que tem”, diz outro estudante.

Não é só na Universidade de Brasília, mas todas as universidades federais receberam neste início de ano 30% a menos do que estava previsto. “Já tem afetado várias universidades. Os serviços terceirizados, muitos não estão sendo pagos, assistência estudantil, problema de bolsa que começam a afetar academicamente as universidades”, afirma o presidente do Andes, Paulo Rizzo.

Na Federal da Paraíba, estudantes fizeram protesto, como mostram imagens de celular, em frente a reitoria para pedir o pagamento do auxílio alimentação.

Na Universidade de Campina Grande, também na Paraíba, não estão em dia água, luz, telefone, e falta dinheiro para pagar os alunos bolsistas. “Se nós estamos devendo bolsa de janeiro, isso nos preocupa. Significa dizer que nós podemos encerrar o segundo mês do ano sem pagar o primeiro”, afirma o reitor, José Edilson Amorim.

A Universidade Federal de São Paulo divulgou nota dizendo que com a redução dos repasses do governo, ‘a situação financeira das universidades federais, que em 2014 foi sofrida, passa a ser ainda mais difícil’. Afirma ainda que: ‘a reitoria e diretorias acadêmicas estão trabalhando para a manutenção dos serviços essenciais enquanto a política de contingenciamento vigorar. Mas não sabem ainda quais impactos isso produzirá sobre as atividades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo também o hospital universitário’.

Algumas já vinham com contas atrasadas desde o ano passado. Caso da UFRJ: o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, administrado pela universidade, chegou a fechar por alguns dias porque as empresas que fazem serviço de limpeza e conservação estavam sem receber há três meses.

Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, o Andifes, os reitores já estão refazendo o planejamento. “Estamos estudando cuidadosamente nosso orçamento para ver onde que seria possível ter algum corte”, afirma o presidente da associação, Targino de Araújo.

Ninguém do Ministério da Educação quis gravar entrevista. A assessoria informou que o MEC está em diálogo constante com as universidades e que a redução de 30% nos repasses é uma das medidas de ajuste fiscal. Segundo o governo, o corte será mantido até a aprovação do orçamento da União, que depende do Congresso.

Reitores têm uma reunião esta semana para discutir o problema e organizar uma vinda a Brasília. “A primeira iniciativa será solicitar, pela segunda vez, uma reunião com o novo ministro. Nossa ideia principal é que saúde e educação não pode entrar no contingenciamento orçamentário doGoverno Federal, porque são atividades essenciais”, ressalta o reitor da UFPB.

O MEC afirmou que a previsão de investimentos na educação neste ano será maior que no ano passado, um aumento de R$ 900 milhões.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

TENDÊNCIAS JUDAIZANTES

Tendências judaizantes são aquelas inclinações, dentro do movimento cristão, que procuram fazer as pessoas retornarem às praticas que eram ordenadas na Lei do Antigo Testamento. Em uma geração que os referenciais cristãos estão cada vez mais escassos, tem havido uma grande ascensão de doutrinas que acabam por confundir a sã doutrina do Evangelho.

De modo semelhante, em vários outros períodos bíblicos as pessoas passaram por momentos em que o referencial de adoração, conduta e doutrina havia sido – ainda que temporariamente – removido.

É exatamente isso que se pode ver, logo no início do livro de Gênesis, quando os habitantes da terra se afastaram completamente de Deus e o Seu juízo tragou a todos, salvando apenas o crente e fiel Noé (v. Gn. 6, especialmente o versículo 5, combinado com 2Pe. 2.5).

Da mesma forma, houve confusão generalizada na geração seguinte à geração de Josué, conforme se lê em Jz. 2.10-13 em que o povo, por falta de um padrão de conduta, abandonou a vida piedosa e retornou à prática do pecado. Ainda, é dito repetidas vezes no mesmo livro dos Juízes que “não havia rei em Israel e cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos” (v. Jz. 17.6). Isso é exatamente o que tem acontecido na atualidade: um povo sem uma direção sábia e comprometida com a Palavra de Deus sendo guiado pelo sabor da vontade de líderes inescrupulosos (v. Ef. 4.14, 1Tm. 4.1-2).

E quantos outros exemplos poderiam ser citados, como na época do fiel rei Josias, na qual o Livro da Lei fora novamente encontrado pelo sumo sacerdote Hilquias e uma reforma doutrinária foi promovida (2Re. 22-23)?

Desta maneira, percebe-se claramente que a confusão na conduta, doutrina e no culto cristão atual foi, e é causada pela ignorância das Escrituras (Os. 4.6) e pela má doutrinação e liderança cristã (2Pe. 2.1-2).

Nos dias de hoje, tornou-se extremamente comum a realização de “atos proféticos”: com o uso de instrumentos judaicos (p.ex. shofar) e a prática de “orar descalço” – em referência a Moisés que retirou suas sandálias por estar na Presença de Deus (Ex. 3.4-5) – a celebração de “festas judaicas” e a utilização de preceitos notoriamente da Lei, como a guarda do Sábado e a utilização de véus.

Será que o Evangelho de Cristo se tornou tão corriqueiro e monótono que novamente é necessário retirar inspiração “dos trapos de imundícia” das obras da Lei (Is. 64.6)? Será que a inspiração e direção Neotestamentária se tornou de tal forma esquecida na Igreja que é preciso retornar aos rudimentos envelhecidos e já inúteis do Antigo Testamento (Gl. 3.24-25)?

O crivo pelo qual todas essas “novas doutrinas judaizantes” devem passar é a doutrina dos apóstolos, conforme apregoado em Ef. 2.20: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina”.

Pr. Paulo Júnior

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Evangélico vence petista na eleição da Câmara Federal

A Câmara dos Deputados elegeu domingo, em primeiro turno, o deputado evangélico Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados pelos próximos dois anos. Com 267 votos, o peemedebista não precisou passar pelo segundo turno e derrotou Arlindo Chinaglia (PT-SP), Júlio Delgado (PSB-MG) e Chico Alencar (Psol-MG).

Liderando um bloco de 218 deputados, Cunha obteve um número ainda maior de votos.

Chinaglia recebeu 136 votos, enquanto Delgado ficou com 100 e o candidato do Psol, oito. O peemedebista saiu ainda mais fortalecido da disputa por ter conseguido indicar o primeiro vice-presidente e o primeiro secretário da Casa. Apesar de pertencer ao partido do vice-presidente Michel Temer, o triunfo de Cunha é uma derrota para o Palácio do Planalto, que entrou em peso na disputa na última semana para eleger Arlindo Chinaglia. Com uma candidatura lançada no início de dezembro, o peemedebista conseguiu reunir 14 partidos em torno de seu projeto, enquanto o PT atraiu apenas outras quatro legendas.

Além da presidência, o megabloco do PMDB terá prioridade para escolher três comissões para presidir antes do grupo liderado pelo PT.

Perfil – Nascido no Rio de Janeiro, Eduardo Consentino da Cunha, 56 anos, é economista, radialista e exerce a liderança do PMDB na Câmara dos Deputados. Apesar de representar um partido governista, o peemedebista provocou dores de cabeça no Palácio do Planalto ao contrariar interesses do governo em votações, como no Marco Civil da internet ou na medida provisória que estabelecia um marco regulatório para os portos.

No início de 2014, Cunha articulou a criação de um bloco informal de partidos insatisfeitos com a reforma ministerial e com a articulação política do Congresso. O grupo levou Dilma a sofrer derrotas no Congresso, como na criação da CPI mista da Petrobras.
Entre aliados, Cunha é considerado um notável articulador político que cumpre acordos. Sua campanha é baseada em um discurso de independência da Câmara, “nem de oposição nem de submissão”.

No discurso deste domingo, marcou a posição de independência ao dizer que a Câmara precisa ser desvinculada do Executivo. “Eu pergunto a vocês: um Presidente que fosse ligado ao Governo, com uma candidatura patrocinada pelo governo, colocaria em pauta para votar um decreto legislativo oriundo do Democratas que revogava um decreto da presidente da República extinguindo os conselhos populares?”, questionou.
Evangélico, é contrário ao aborto e usou sua posição como bandeira eleitoral em sua campanha para deputado no Rio de Janeiro. Em um artigo publicado em outubro do ano passado, considerou a prática uma “covardia contra a vida”.
Propostas

Entre as prioridades de Eduardo Cunha está em colocar o mais rápido possível em votação o segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo, que obriga o pagamento de emendas individuais de deputados, verba encaminhada para projetos nos redutos eleitorais dos congressistas. O peemedebista também é favorável a estender o modelo para emendas de bancada.

Cunha também propõe a criação de uma nova comissão para tratar de políticas para pessoas com deficiência.

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sábado, 31 de janeiro de 2015

Jean Wyllys critica pastores por tentarem converter Gays... Veja o que mais ele falou!

O deputado federal e ativista gay Jean Wyllys publicou em sua página do Facebook na última quarta-feira (22), um texto criticando um suposto “curso de cura gay” oferecido por pastores evangélicos no Distrito Federal. Junto com um flyer virtual do evento, o parlamentar publicou uma longa crítica aos responsáveis pelo suposto curso, os classificando como charlatões, fundamentalistas religiosos, e empresários da fé.

– Desde muito cedo nós LGBTs ouvimos esses preconceitos que se expressam através do insulto, da injúria, da caricatura coletiva, do estereótipo e de todas as formas discursivas que colocam a homossexualidade como subalterna; como os discursos religioso, familiar e o escolar – afirma. – A confusão que há na sociedade em relação a uma possível “cura gay”, incitada por esse fundamentalismo religioso, é preocupante e precisa ser esclarecida antes que a saúde física e psíquica de mais jovens seja afetada – finalizou o deputado, afirmando que irá entrar com uma representação criminal perante o Ministério Público do DF contra os responsáveis pelo “curso de cura gay”, que ele afirma ser uma violação à laicidade garantida pela Constituição Brasileira.

– Airton Williams, teólogo, e Claudemiro Soares, especialista em Políticas Públicas e Mestre em Saúde, são os charlatões da vez, que oferecem a cura para os seus “problemas”; um portal mágico para entrar nas normas da sociedade (ou seja, desenvolver o desejo heterossexual). E tudo isso em menos de uma semana. E pela bagatela de R$ 120. Sim, porque ser “normal” tem seu custo – criticou Wyllys, afirmando que “terapias de reversão da homossexualidade” são repudiadas unanimemente pela comunidade científica internacional.

O flyer mostrado por Jean Wyllys afirma que o objetivo do curso é, biblicamente, “prevenir e tratar aqueles que desejam voltar ao padrão de Deus para sua sexualidade”. O texto do flyer foi duramente criticado pelo parlamentar, que afirmou que os religiosos responsáveis pelo curso estão agindo contra os direitos humanos de milhões de cidadãos.

– Desde muito cedo nós LGBTs ouvimos esses preconceitos que se expressam através do insulto, da injúria, da caricatura coletiva, do estereótipo e de todas as formas discursivas que colocam a homossexualidade como subalterna; como os discursos religioso, familiar e o escolar – afirma. – A confusão que há na sociedade em relação a uma possível “cura gay”, incitada por esse fundamentalismo religioso, é preocupante e precisa ser esclarecida antes que a saúde física e psíquica de mais jovens seja afetada – finalizou o deputado, afirmando que irá entrar com uma representação criminal perante o Ministério Público do DF contra os responsáveis pelo “curso de cura gay”, que ele afirma ser uma violação à laicidade garantida pela Constituição Brasileira.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Adoração da Meia-Noite



"E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a

Deus, e os outros presos os escutavam." (Atos 16:25)


Eu sou um adorador na essência de tudo que sou e que faço,
portanto quero usar de muita liberdade nessa meditação. Adorar vai
além de cantar, de declamar um poema, ou de qualquer expressão
artística que aponte para Deus. Adorar é colocar Deus no lugar Dele
e eu ir para o meu lugar. É reconhecer Sua Essência Divina, é se
perder no tempo e no espaço para desfrutar da Face do Todo
Poderoso, é esquecer de pedir, é sentir a Presença Dele de forma
sobrenatural. Adorar é o mais perto que podemos chegar do Pai
Celeste enquanto ainda nesta vida.



Podemos usar a ferramenta da música para adorar, mas é apenas um
meio. Paulo e Silas foram presos, maltratados e ainda assim
encontraram forças para orar e cantar ao Senhor em plena meia-noite.
Talvez você, como eu, viva dias de meia-noite em sua vida, mas creia
em mim: toda noite passa e, ao amanhecer, as misericórdias se
renovam, a alegria vem, algo acontece. As madrugadas às vezes são
longas, o choro dura mais do que as forças, mas nada, absolutamente
nada, impede meu sentimento de adorar. É a prioridade. É o que faz
acontecer.

Paulo e Silas poderiam estar gritando, lamentando, chamando anjo,
criticando o governo ou, como eu e você geralmente fazemos a
meia-noite, dormindo. A maioria de nós a essa hora estará dormindo,
coisa normal, natural. Mas um adorador, esse não tem hora para isso,
não tem cansaço que o vença.

Minhas maiores experiências de sentir a Presença de Deus, sem
dúvida, foram adorando - às vezes entre lágrimas sofridas por
dificuldade financeira, enfermidade, desapontamento, traições,
fracasso em cima de fracasso, desânimo, cansaço, lutas e mais lutas.
Mas Aquele que Era, que É e que Há de Vir, sempre veio em meu
socorro, nunca me deixou na mão, jamais me abandonou nem me
desamparou. A Ele meu fôlego, minha vida, minha voz e minha força
até que venha o Senhor. Outras vezes era tanta satisfação e alegria,
tanta vitória, tanto o que agradecer, que eu nem conseguia fazer isso,
era só reconhecer a Santidade Dele, a Santidade Dele, a Santidade
Dele. A Ele minha adoração, meu reconhecimento, minha gratidão,
todo meu fôlego e todo meu vigor, até que venha o Senhor.

Uma vida renovada por Cristo encontra forças para adorar, ainda que
esteja falido, com câncer, solitário, decepcionado, traído, encurralado
- por que tudo isso passará, mas O Senhor Todo Poderoso nos
deixou uma Palavra que jamais passará, ainda que os montes sejam
abalados e os céus deixem de existir, que evaporem os mares e
desabem as estrelas, que o sol se enegreça e a lua se torne em
sangue. Nada importa, Ele é e Ele continuará sendo e eu vou morar
com Ele para sempre.

Que sentido há nessa fumacinha de vida passageira, se não me
servir de ensaio para a eternidade? Agora pense comigo: o que
fazemos aqui e continuaremos fazendo lá? Será que vamos pregar,
evangelizar, curar enfermos, usar dons? Duvido. O que vejo é
adoração eterna e ininterrupta.

Aliás, ainda em tempo: Santo, Santo, Santo é o Cordeiro!

"Senhor, minha prioridade é Te adorar diante dos desafios ou em
meio às vitórias. Não há outro Deus além de Ti, nem em cima no céu
nem embaixo na Terra e nem debaixo da terra. Aleluia!"

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Novidade de Vida – Reflexo



"de modo que o povo também levava os doentes às ruas e os

colocava em camas e macas, para que pelo menos a sombra de Pedro
se projetasse sobre alguns, enquanto ele passava."(Atos 5:15-16)

Eu, pobre de mim, sempre pensava que a sombra de Pedro curava os
enfermos por causa da unção da vida daquele apóstolo. Dias atrás eu
ouvia um homem de Deus a quem muito respeito falando sobre isso e
dei-me conta de que era uma visão míope das coisas. Vamos ao que
aprendi, para edificação de todos nós.

Primeiro, sombra não cura. O poder de Deus é que cura e, para isso,
Ele pode usar qualquer instrumento, seja óleo, medicamento,
palavras de ordem, sombra, o que quiser. Segundo, sombra, a rigor,
nem existe, é meramente uma luz interrompida ou encoberta - é aí
que eu precisava chegar.

A luz que Pedro interrompeu com seu corpo formando uma sombra,
não era o sol, mas era o brilho da Glória do Deus Todo Poderoso a
quem ele servia naqueles dias de forma tão intensa, marcante,
contundente, relevante, transformadora. Se fosse o sol, nada feito.
Se fosse o brilho de Pedro, nada feito. Era com certeza o brilho da
Glória do Pai.

Agora meu querido e minha querida, medite comigo no ponto que
coloca este que vos escreve em crise: por que isso não volta a
acontecer em nossos dias se Deus continua sendo o mesmo? Terá
se desvanecido a Sua glória? Ou não há mais enfermos para serem
curados? Ou de fato vivemos outro tempo com outras manifestações?
Sei lá, mas tem algo na minha cabeça que não para de martelar. Seja
qual for a resposta, Deus é o mesmo e eu não sou Pedro. Fato: o
brilho da Glória do Altíssimo deveria ser o mesmo, com ou sem
sombra promovendo curas.

Parece que em nossos dias inventou-se uma intimidade com Deus de
um tipo transitório, efêmero, volátil. Num momento parece que a
pessoa tocou nas vestes do Senhor e uma hora depois está brigando
com a esposa. Não sou contra ficar doidão, chorar, rolar no chão,
pirar, viajar - chame como quiser, sou adepto desde que seja entre eu
e Deus, sem tropas de seguidores e sem "micos de auditório". Mas
isso tem que durar. Quando eu entro num estado tão profundo de
conexão e intimidade, geralmente sofro um apagão que nem lembro o
que fiz, e passo pelo menos alguns dias no mesmo mover. Não
consigo entender esse mesmo Pedro cuja sombra era instrumento de
cura, alguns minutos depois brigando com o frentista porque pingou
gasolina na lata do seu carro...

Se queremos empunhar a Bíblia como nosso escudo, alegando ser
ela nosso código de fé e prática, não podemos nos afastar do brilho
que provoca a sombra que provoca a cura. Ainda que ninguém seja
curado dessa forma, devemos ter anseio pelo brilho. Ainda que nada
de fantástico aconteça deveríamos continuar ansiosos pela Presença
Dele.

Vida renovada, novidade de vida é, acima de tudo, uma vida de
intimidade crescente com o Pai. Creio que o maior desserviço
prestado ao Corpo de Cristo na Terra ao longo dos séculos foi a
religiosidade, que no meu conceito consiste em colocar
procedimentos no lugar de princípios, modos no lugar de essências,
moldes em vez de resultados e, principalmente, conceitos no lugar
de intimidade. Levantemo-nos e busquemos ao Senhor.


"Senhor, não quero ser religioso, nem carnal, nem distante de Ti.
Tua Palavra diz para me aproximar de Ti e quero isso. Ajuda-me a
aprender Contigo como buscar Tua Intimidade."


Mário Fernandez

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Câmara de Caruaru é notificada sobre novo afastamento de vereadores

Parlamentares devem ser oficiados ainda nesta quinta (15), diz procurador.
Posse de suplentes será definida após reunião com Mesa Diretora da Casa.





A Câmara de Vereadores de Caruaru foi notificada sobre o afastamento dos vereadores investigados na Operação Ponto Final. O G1 entrou em contato com o procurador da Casa, José Américo, que afirmou que a documentação foi retirada na Caixa Postal.

"Já tivemos uma reunião com o Presidente e estamos produzindo os ofícios para serem enviados ainda hoje [quinta-feira, 15] para os parlamentares", explica. A partir disso, os vereadores ficam oficialmente afastados das funções na Casa Legislativa. Quanto à posse dos suplentes, Américo indica que a assessoria jurídica da Câmara irá se reunir com a Mesa Diretora, para definir a data.

Até o início da noite da quarta-feira (14), o assessor jurídico da instituição, Bruno Martins, afirmou que "apenas um e-mail com um resumo do processo judicial foi recebido. Até o momento, nenhum documento físico chegou".

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), no entanto, comunicou que a Diretoria Criminal recebeu da Câmara de Vereadores a confirmação de recebimento do e-mail, referente ao resumo da decisão. Quanto ao documento físico, o departamento explicou que, até então, não constatou "o aviso de recebimento".

Afastamento
A decisão foi tomada em dezembro do ano passado, determinando o afastamento de todos os envolvidos na Operação Ponto Final I. A assessoria de imprensa do TJPE informou que a decisão foi por maioria de votos dos desembargadores da 4ª Câmara Criminal.

Para o advogado Saulo Amazonas, da bancada de defesa, "isso não faz sentido, pois o processo já acabou. Além disso, durante todo esse ano [2014], não tivemos nenhuma notícia de que eles estivessem influenciando no processo", explica. Ainda segundo Amazonas, a equipe de defesa avaliará a quem vai recorrer.

Cinco vereadores - alvos de investigações da Operação Ponto Final II - já estão afastados.

Entenda
Os vereadores Jadiel Nascimento (PROS), Sivaldo Oliveira (PP), Val das Rendeiras (PROS), Cecílio Pedro (PTB), Val (DEM), Louro do Juá (SDD), Eduardo Cantarelli (SDD), Neto (PMN), Evandro Silva (PMDB) e Jajá (sem partido) foram presos no dia 18 de dezembro de 2013 durante a Operação Ponto Final, da Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Civil, os parlamentares são suspeitos de prática de corrupção passiva, que é a solicitação de vantagem indevida; de concussão, que é crime contra a administração pública; e de organização criminosa, que é a integração e ações de cunho criminal. No caso dos vereadores, por serem funcionários públicos, a pena de Organização Criminosa pode aumentar de 1/6 a 2/3.

Do G1 Caruaru

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Senado arquiva projeto de lei que criminaliza homofobia

O polêmico projeto que criminaliza a homofobia foi arquivado nesta semana no Senado após tramitar por mais de oito anos sem avançar no Legislativo.


Pelas regras da Casa, todas as propostas que tramitam em duas legislaturas seguidas (oito anos) seguem para o arquivo caso não sejam aprovadas.

O projeto pode voltar em 2015 se um grupo de pelo menos 27 senadores apresentar pedido nesse sentido. O PT, um dos principais fiadores da proposta, ainda não bateu o martelo sobre o destino da proposta.

Um grupo de senadores petistas defende a aprovação de projeto semelhante, que tramita na Câmara, que é mais abrangente que a do Senado. De autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS), o projeto da Câmara tipifica crimes de ódio e intolerância contra diferentes grupos, como religiosos e migrantes, mas tem a criminalização da homofobia como principal ponto.

A ideia do grupo é deixar o projeto da Câmara avançar, chegando mais forte ao Senado para ser aprovado. Há uma outra corrente de senadores que defende reapresentar o projeto no Senado na nova legislatura que começa em fevereiro, mas com um texto diferente do original.

A principal resistência à proposta vem da bancada evangélica, que considera que o projeto viola o direito à liberdade de expressão, especialmente de líderes religiosos durante as suas pregações. Os evangélicos temem que pessoas que se manifestem contra as relações homoafetivas sejam submetidas a penas que variam de um a cinco anos de reclusão, como previsto no projeto do Senado.

A Folha de S.Paulo revelou nesta terça (13) que o Exército brasileiro também é contra o projeto que tramita na Câmara. Em parecer enviado à Câmara dos Deputados, o Exército afirma que a proposta, caso aprovada, pode trazer ''efeitos indesejáveis'' para as Forças Armadas e "reflexos negativos" ao Exército.

A nota técnica é assinada pela assessoria parlamentar do gabinete do comandante do Exército, Enzo Peri, cuja saída foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff.

Código Penal
Apesar do arquivamento do projeto, a criminalização da homofobia também está prevista no projeto de reforma do Código Penal, em tramitação no Senado.

A bancada evangélica conseguiu incluir o tema na reforma por considerar que as mudanças no Código Penal levarão mais tempo para serem aprovadas pelo Congresso do que o projeto que criminaliza a homofobia.

A reforma altera o Código Penal ao considerar crime a discriminação por raça, cor, etnia, religião, origem, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero, entre outras.

Uma das principais defensoras do projeto, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) acusou em dezembro o Congresso de "procrastinar" na aprovação da criminalização da homofobia por considerar que não há interesse dos deputados e senadores em discutir o tema em profundidade. "Ficamos nesse jogo. Enquanto isso, milhares de pessoas são vilipendiadas. Existe crime de racismo, existe crime religioso, existe crime de preconceito regional e nacional e não existe crime de orientação sexual, sendo que quem está morrendo na rua hoje é homossexual?", questionou Marta.